A WikiLeaks é uma organização internacional sem fins lucrativos que publica novas fugas de informação confidencial inacessível ao público em geral. O seu propósito é publicar material da fonte original em conjunto com outras notícias para que leitores e historiadores possam ver a evidência da verdade. Outro dos objectivos da organização é assegurar que jornalistas e informadores não são julgados por enviarem email com documentos sensíveis e classificados.
O WikiLeaks é geralmente representado em público por Julian Assange que tem sido descrito como a alma e coração desta organização. Os voluntários e fundadores originais foram uma vez descritos como uma equipa de dissidentes, jornalistas, matemáticos e tecnólogos de start-ups dos Estados Unidos, Taiwan, Europa, Austrália e África do Sul. Desde 2009, o website tem mais de 1.200 voluntários registados.
Desde a sua fundação em 2006, a WikiLeaks tem passado por várias fases. Desde publicar documentos e ficheiros que a sua audiência pode activamente postar e editar até emitir declarações políticas relacionadas com um objectivo específico, a WikiLeaks trabalha agora estreitamente com agências de notícias para analisar, redigir e publicar informação segundo um processo formal.
As organizações como a WikiLeaks alteram os princípios duradouros da sociedade e lutam para modificar sistemas altamente hierarquizados através do poder da informação. Prós e contras considerados, é verdadeiramente importante que os cidadãos sejam pensadores críticos e que não tomem tudo como garantido. Os valores e propósitos estão em constante evolução e portanto não devem corresponder a princípios-base invariáveis.
Qual é o valor da informação? Como é medido? Que tipo de informação, baseada em que tipo de assumpções, é legítima? E conta a opinião de quem?
Em latim, 'Scientia potentia est' significa conhecimento é poder. É um aforismo relevante que pode ser associado ao mundo de hoje. Este dito é agora mais verdadeiro que nunca, dados os rápidos avanços das tecnologias de informação.
No mundo desenvolvido, governos e políticos têm convicções generalizadas sobre a importância da transparência, mas surpreendentemente tem havido pouca evidência rigorosa no papel de que a informação adicional tem na melhoria da situação de alguém. O papel da informação na nossa sociedade é cada vez mais questionado. A produção de informação disparou no últimos anos, em parte graças à sua grande acessibilidade através de novas formas de recolha e armazenamento de dados. A quantidade de informação disponível até agora ultrapassou a nossa capacidade de a usar e portanto pode ser mal utilizada se as políticas e regulamentos não se ajustarem. Quantidade não significa necessariamente qualidade. Raramente adequada, a precisão da informação deve ser controlada para se evitarem fluxos de notícias falsas especialmente em relação a problemas políticos.
O crescimento do conhecimento está a tornar-se a chave para o contributo económico e político. A informação fornece cartões de identidade a beneficiários elegíveis que podem exigir a execução dos seus próprios direitos. A posse de informação confere uma sensação de imparcialidade ou de interesses reflectidos aos olhos de quem a detém.
A inovação em informação não é intrinsecamente má. A informação é importante e útil para tomadas de decisão. Contudo, o acesso a informação é altamente desigual. Pessoas comuns deviam ter o direito de proteger a sua informação privada para evitar serem um alvo económico de organizações financeiras colossais que beneficiariam dos seus dados.